Gestão da construtora: boas práticas

8 boas práticas para fazer uma melhor gestão da construtora

A gestão da construtora depende de otimizar processos e ter máximo controle. Descubra as boas práticas que podem oferecer essas vantagens.

2020 foi um ano desafiador para a construção civil e exigiu que empresas do setor se reinventassem e otimizassem seus processos para conquistar melhores resultados.

Boas práticas na gestão da construtora são essenciais para que seja possível se recuperar e retomar o crescimento na construção em 2021. Este é já um ano mais otimista, mesmo com todas as preocupações que ainda se mantêm e novas oportunidades estão se abrindo.

Conheça aqui 8 boas práticas que vão fazer a diferença na construção civil nos próximos meses e anos.

Gestão da construtora: quais são as melhores práticas?

Algumas práticas permitem melhorar muito a gestão da construtora. Conheça aqui as principais.

1. Foque no planejamento macro

A construtora está muito acostumada a fazer um planejamento pensado na execução do projeto o que, realmente, é muito importante. Ainda assim, a visão da gestão na construção civil precisa ser mais ampla.

O planejamento macro é aquele focado na construtora e não em projetos específicos. É uma organização focada no médio e longo prazo, na organização de um projeto para que sirva de base para outros canteiros de obra, que analisa eficiência e vantagens de cada mão de obra, fornecedores e períodos do ano para a construção.

O planejamento macro exige dedicação e coleta de dados. É o momento de considerar que toda informação registrada e controlada serve como base para a tomada de decisões no presente e no futuro.

2. Você conhece o Lean Thinking?

É uma metodologia de gestão focada em:

  • Minimizar ao máximo desperdícios;
  • Otimizar processos;
  • Cumprir prazos;
  • Prevenir prejuízos;
  • Simplificar etapas de planejamento e execução de obras;
  • Aumentar o valor da obra.

Com o Lean Thinking, todos os processos de gestão são enxugados, eliminando repetições de tarefas, complexidades desnecessárias e otimizando as atividades da construtora no geral.

Claro, é uma metodologia que depende de controle de dados e da gestão da construtora e deve ser trabalhada com outras ferramentas.

3. Crescer é reduzir custos

Lucratividade na construção civil já não depende só de colocar boas margens no orçamento entregue para o cliente. O crescimento e ganhos da construtora depende de saber utilizar bem os insumos e recursos que possui.

Apenas uma gestão da construtora focada em reduzir custos é capaz de fazer com que um projeto ofereça lucros reais e crescentes para a empresa. 

Saber como eliminar desperdícios de materiais, buscar melhores negociações com os fornecedores e prevenir acidentes é a resposta.

Atenção: reduzir custos não pode ser sem limites, a qualidade dos materiais e da obra como um todo não deve ser sacrificada. 

Afinal, de nada adianta lucrar em um projeto e manchar a imagem da construtora para futuros contratos.

4. Conheça bem a região onde a obra acontecerá

Análises de risco são sempre o primeiro passo no planejamento de obras. Ainda que o foco sempre se mantenha no passo a passo da execução do projeto, é importante considerar a localização geográfica para ter uma visão geral mais realista.

Aqui não estamos falando apenas de avaliar possibilidades de mudanças climáticas, primeira coisa que se menciona ao falar em riscos da região, mas a fatores como:

  • Facilidade de acesso ao canteiro para equipes, tratores e caminhões;
  • Logística de pessoas e insumos dentro do canteiro;
  • Problemas com o barulho produzido em relação a vizinhança (o que interfere nos dias e horários de execução);
  • Valorização da região com empreendimento que geram valor para o projeto;
  • Possibilidades que o ambiente ao redor oferece de tornar o projeto mais sustentável;
  • Custos mais altos de transporte e alojamento para obras afastadas.

Todos esses elementos podem gerar desafios ou oportunidades, dependendo somente de como a construtora se organiza em relação a eles.

5. Equipes devem ser mapeadas e controladas

Gestão de equipes é um tema delicado e essencial para a gestão da construtora como um todo. É essencial, seja com equipes da própria construtora ou terceirizadas, que exista um fluxo claro de informações e o acompanhamento das atividades desempenhadas.

Além das cobranças em relação à produtividade e cumprimento das responsabilidades, é essencial conhecer e cumprir com os direitos trabalhistas e as normas de Saúde e Segurança do Trabalho.

Assim, toda construtora deve ter:

  • Registro dos membros da equipe;
  • Arquivos com contratos;
  • EPIs em boas condições;
  • Equipes treinadas para uso dos EPIs e atuar de forma preventiva contra riscos;
  • Canal de comunicação para manter equipes informadas.

6. Conheça os benefícios da matriz SWOT

A metodologia SWOT auxilia empresas de diversos segmentos a avaliar de maneira mais focada os benefícios e desafios internos e externos do projeto a ser desenvolvido.

O nome da matriz é, na verdade, uma sigla:

  • Strengths (forças); 
  • Weakness (fraquezas); 
  • Opportunities (oportunidades); 
  • Threats (ameaças).

Para utilizar a metodologia a empresa deve conhecer os fatores internos que tornam o projeto uma vantagem ou desvantagem de mercado. 

A localização do imóvel é um exemplo: um residencial em meio a uma zona industrial barulhenta pode não ser uma boa ideia, mas em uma área afastada dos grandes centros pode se valorizar.

É necessário conhecer também os fatores externos que representam oportunidades ou ameaças para a empresa e seus projetos. A construção civil pode ver como ameaça ou oportunidade, por exemplo, a economia do país.

A pandemia foi uma situação que permitiu ilustrar essa realidade: inicialmente foi uma ameaça, já que a paralisação e instabilidade  deixaram muitos projetos parados e a população perdeu poder de compra (ameaça).

Com o passar dos meses, incentivos para financiamentos, junto com a percepção das pessoas da importância de ter uma casa confortável e que tenha espaço para home office começaram a criar oportunidades para a área imobiliária.

7. Adotar o ciclo PDCA

O ciclo PDCA traz quatro bases: 

  • Plan (planejar);
  • Do (fazer); 
  • Check (verificar); 
  • Act (agir).

Esse passo a passo ajuda a otimizar produtos e processos e pode ser um diferencial na gestão da construtora.

Baseada nos dados que possui sobre projetos anteriores e a obra a ser desenvolvida, a construtora realiza o planejamento de obra, inicia a execução e, a cada etapa, deve verificar os resultados que está obtendo e implementar ações que possam melhorá-los ou corrigir falhas.

É um ciclo de constante aprendizado e que pode ser aplicado não só no canteiro de obras, mas no financeiro, nas compras, no estoque e em qualquer outro departamento.

8. Investir de tecnologias

Todas as boas práticas mencionadas dependem de controle e organização de processos e informações. 

Nessa hora, tecnologias como os softwares de gestão de obras são indispensáveis. Não é possível deixar tudo ao acaso e agir cada hora com base em um dado diferente e esperar gerar bons resultados.

Apenas com o alinhamento estratégico e de informações é possível extrair lucratividade e crescimento. Invista em tecnologias.

Lucrar é controlar: gestão da construtora deve ter foco

Boas práticas são uma boa ajuda para organizar processos e otimizar resultados sempre. Apenas com o controle que essas práticas oferecem é possível garantir o crescimento de mercado e abrir portas para novas oportunidades.

Lucratividade depende desse crescimento controlado e melhor aproveitamento dos recursos. Claro, muito desse controle depende, também, de ter informações e ferramentas certas. Quanto mais informada está a construtora sobre mercado e tecnologias, melhores são os controles e mais fácil aplicar as boas práticas.

Para as construtoras que desejam estar na frente da competição e se informar cada vez mais, acompanhem os conteúdos exclusivos que a Obra Prima traz.