CIclo PDCA na construção civil

Ciclo PDCA na construção civil: como fazer?

Entenda como aplicar e se beneficiar do ciclo PDCA na construção civil.

A construção civil é um setor muito complexo da economia brasileira. 

Cada projeto, cada dia no canteiro de obra, cada passo… tudo é uma coleção de pequenas atividades que juntas completam etapas, dependendo umas das outras para que o resultado da obra tenha qualidade, segurança e durabilidade.

Mais do que controlar resultados, a construção civil depende de controle na gestão de obras em cada muro levantado. 

Um pequeno erro não prejudica só a finalização do projeto, o financeiro ou os prazos, mas coloca em risco até mesmo a segurança dos trabalhadores.

Pela complexidade dos projetos, os muitos detalhes a serem controlados e os riscos à saúde e segurança de trabalhadores e usuários dos empreendimentos, as construtoras estão sempre em busca de formas mais eficientes de fazer a gestão de obras e o controle de processos.

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A vantagem da construção civil é que ela possui diversas tecnologias, como os softwares de gestão de obras, e metodologias focadas em melhorar processos e reduzir erros e desperdícios.

Nesse texto falaremos de uma dessas metodologias: o ciclo PDCA, que estabelece fases para auxiliar construtoras (e empresas de diferentes setores) a manter maior controle e otimizar as etapas dos projetos. Acompanhe.

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PDCA: o que é esse ciclo?

O ciclo PDCA, conhecido também pelos nomes ciclo de Deming e Ciclo de Shewhart é uma metodologia muito aplicada e eficiente para otimizar a gestão de empresas em diferentes setores.

Seu principal foco é dividir os processos dos negócios em fases para que, no funcionamento cotidiano e busca por alcançar metas, as atividades e protocolos aplicados possam ser melhorados e gerar novas oportunidades de crescimento.

O nome PDCA vem da sigla obtida pelo nome em inglês das fases em que a metodologia é dividida. 

As 4 fases que formam a sigla são:

P: Plan, ou Planejamento.

D: Do, ou Execução.

C: Check, ou Análise.

A: Act, ou Ação.

É por meio do desenvolvimento de protocolos que respeitam essas fases que o ciclo PDCA consegue melhorar os resultados das empresas.

Para que serve a metodologia?

Já sabemos que, em termos gerais, o ciclo PDCA serve para gerar otimização nos processos de produtos e serviços de empresas. 

No entanto, observando de maneira mais detalhada, é possível verificar que seu uso gera, na verdade, resultados muito mais profundos que apenas melhorias no resultado final.

Cada serviço ou produto oferecido por uma empresa, independentemente do setor em que ela atue, depende de um alinhamento entre atividades cotidianas, processos adotados, protocolos de segurança e técnicos estabelecidos, produtividade de equipes e melhor uso dos recursos.

Erros no planejamento geram desperdícios, atrasos e aumentos dos custos e falhas na comunicação com a equipe geram acidentes e não cumprimento do esperado no planejamento, por exemplo.

Dizer isso é uma forma de exemplificar que se não existe controle e foco na gestão, a empresa perde dinheiro, qualidade, eficiência e competitividade, além de sofrer profundos impactos financeiros.

Pensando nesses impactos, percebemos que mais do que melhorar os processos já utilizados, a aplicação do ciclo PDCA auxilia na identificação de onde os erros estão acontecendo, quais atividades ou processo não são eficientes e onde estão os maiores riscos.

É com essa visão de identificar problemas antes de implementar melhorias, garantindo mais visibilidade, que a metodologia consegue garantir maior qualidade, produtividade e retorno de investimentos para empresas.

As 4 fases do ciclo PDCA

Qualquer metodologia que é implementada só é eficiente se sabemos exatamente como funciona, não é? Então é hora de olhar mais de perto o PDCA para entender o que cada uma de suas fases propõe:

1. Plan/ Planejamento

Planejar antes de iniciar qualquer atividade é essencial para ter bons resultados. 

Na primeira fase, a proposta da metodologia é oferecer bases para mapear os processos de forma mais eficiente.

Com isso, gestores conquistam uma descrição mais completa das atividades a serem realizadas e podem identificar mais facilmente riscos, problemas em potencial e oportunidades.

Mais do que identificar, o mapeamento garante que se entenda as causas dos problemas e oportunidades, garantindo que soluções eficientes sejam estabelecidas.

2. Do/ Execução

Com o planejamento estabelecido, todas as atividades mapeadas e riscos e soluções identificados é possível iniciar a execução das atividades do projeto.

O importante aqui é tentar seguir exatamente o proposto no planejamento, respeitando orçamentos e cronogramas e adaptando processos apenas quando necessário para corrigir falhas.

3. Check/ Análise

A fase 3, na verdade, deve ocorrer simultaneamente com a 2. 

À medida que a execução é realizada, cada etapa prevista no planejamento deve ser acompanhada e os resultados analisados.

É hora dos gestores verificarem se o que foi previsto está sendo realizado, quais imprevistos surgiram e como foram solucionados e verificar os resultados. É nessa etapa que se descobre se o planejamento foi realmente eficiente.

4. Act/ Ação

De nada adianta identificar problemas e oportunidades que gerem mais eficiência se esse aprendizado é esquecido quando o projeto é finalizado. 

É para evitar que isso aconteça que a fase da ação existe no ciclo PDCA.

A última etapa é identificar as oportunidades e os erros que surgiram para ajustar planos de ações, protocolos e processos para garantir melhores resultados nos próximos projetos e evitar que os mesmos problemas se repitam. 

Aplicando o PDCA no canteiro de obras

Empresas da construção civil não escapam dos problemas enfrentados pelos outros setores, principalmente daqueles relacionados a problemas na execução de projetos. 

Identificar riscos e falhas que possam prejudicar planejamento, execução e entrega de produtos e serviços é essencial para o crescimento de construtoras.

O uso do ciclo PDCA, então, vai oferecer os mesmos benefícios que se conquista em qualquer setor: redução de riscos e erros e otimização de processos. 

O resultado? 

Um canteiro de obras mais organizado, gestão de obras controlada e maior qualidade, produtividade e lucratividade.

É importante sempre lembrar que a construção civil possui um grande desafio na gestão de obras: seus projetos são complexos e cheios de detalhes, etapas e atividades e os resultados dependem de um controle grande de cada um desses elementos.

Entregar um produto de qualidade só é possível com um planejamento super detalhado, orçamentos bem desenvolvidos, cronogramas calculados e análises de riscos eficientes, além de depender da produtividade e qualidade do trabalho realizado no canteiro de obras. 

Esses são elementos indispensáveis e, além deles, a construtora ainda precisa se preocupar com diferenciais que ofereçam competitividade de mercado.

Um pequeno problema de planejamento pode significar um grande prejuízo e o controle ainda deve se estender às licitações, autorizações e documentações, que também devem estar em ordem a todo momento.

É analisando essa complexidade que vemos os grandes benefícios que o controle que o PDCA na construção civil oferece ao planejamento e execução. 

Entre os principais benefícios podemos citar:

  • Maior eficiência para o planejamento de obras;
  • Orçamentos mais assertivos;
  • Melhor gestão de compras;
  • Acompanhamento da produtividade no canteiro de obras;
  • Gestão de uso de insumos mais detalhada;
  • Controles de qualidade otimizados para cada atividade;
  • Otimização no acompanhamento e cumprimento do cronograma de obras;
  • Análise de riscos mais eficiente;
  • Criação de banco de dados e históricos de projetos para futuras consultas;
  • Desenvolvimento de melhores sistemas de prevenção de acidentes;
  • Agilidade na burocracia das obras.

Cada um desses benefícios é conquistado pelas construtoras ao seguir as fases do PDCA por estarem associados ao maior detalhamento da obra, conquistado com o mapeamento do planejamento na primeira fase.

Também são favorecidos pelo sistema mais próximo de acompanhamento e análise da execução de obras, o que garante maior visibilidade do projeto e compreensão das causas de problemas e melhores soluções dentro de contextos específicos, não só com base em protocolos generalizados.

Com todos esses elementos facilitados por uma gestão de obras pautada e auxiliada pelo ciclo PDCA, os resultados dos empreendimentos serão cada vez melhores e a construtora se tornará mais competitiva.

Melhoria contínua para pequenas construtoras

A concorrência tem aumentado cada vez mais na construção civil e o mercado têm se tornado mais dinâmico. 

Alcançar lucratividade e oferecer diferenciais para conquistar novos clientes e fidelizar os antigos se torna mais difícil nesse contexto e faz com que construtoras tenham que se reinventar e oferecer melhores resultados sempre.

Se essa realidade já é difícil para grandes construtoras, com caixa para maiores investimentos, é ainda mais para as pequenas construtoras, que precisam buscar formas de se destacar que não dependam da compra de equipamentos e adoção de tecnologias de alto custo.

Para essas pequenas construtoras, o uso do ciclo PDCA pode ser o diferencial que garante a possibilidade de competir no mercado de construção civil não só com obras de particulares, mas também participando de licitações de obras públicas e outros projetos, aumentando o portfólio.

O controle de processos e as oportunidades identificadas ao utilizar essa metodologia ajudam muito a manter o controle na gestão das obras contratadas, atendendo as expectativas dos clientes ao oferecer qualidade sem atrasos ou problemas de orçamento.

Além disso, as profundas análises e alinhamentos que os processos de planejamento, execução e entrega ganham fazem com que a construtora tenha bases concretas para reduzir custos de obras. 

Isso significa que passa a ser possível oferecer valores mais baixos aos clientes sem perder a qualidade, o que é um grande diferencial competitivo.

É possível considerar, ainda, que essa redução de custos, quando feita de forma controlada na gestão de obras, garantem uma maior margem de lucro para as obras ao eliminar prejuízos por erros de planejamento e execução.

Mais do que oferecer melhores preços aos clientes e qualidade diferenciada, sua pequena construtora passa a ter um caixa maior disponível para investir em tecnologia, equipes qualificadas e melhorias que sejam diferenciais para os negócios.

Ciclo PDCA na construção civil é suporte para gestão de obras

Uma boa gestão de obras depende da capacidade da construtora em estabelecer processos e parâmetros que, mais do que planejar o projeto é oferecer um guia para a execução, seja capaz de analisar erros e acertos, entender como eles acontecem e identificar melhores práticas.

Essa base é muito bem explorada pelas funcionalidades específicas de softwares de gestão de obras que, oferecendo integração entre os diferentes departamentos, garante maior visibilidade dos processos e facilidade para identificar problemas e suas causas.

Ainda que os aplicativos de gestão sejam eficientes, no entanto, sempre existe espaço para melhorias e é nesse momento que a metodologia do ciclo PDCA na construção civil pode fazer toda a diferença.

A combinação entre tecnologia e metodologia permite uma otimização ainda maior dos processos da construção civil, oferecendo a grandes, médias e pequenas construtoras muito mais controle sobre a execução e resultado das obras.

É com o PDCA que a construtora consegue organizar e tornar ainda mais produtiva a implementação dos processos de gestão tão necessários para o crescimento dos negócios e sucesso dos empreendimentos.

Quer saber como melhorar ainda mais os resultados da sua construtora otimizando a gestão de obras? Acompanhe as dicas que trazemos no blog Obra Prima.

Software de gestão de obras