engenheiro fazendo compras emergenciais

Faltou cimento? Cuidado com as compras emergenciais na obra!

Já parou para pensar que muitas construtoras apenas sobrevivem ao mercado sem ter lucro real sobre os projetos que realizam? Isso pode acontecer por vários motivos, mas talvez os principais deles sejam problemas na gestão de obras, principalmente quando falamos de gestão financeira. Afinal, é esse gerenciamento que dita a lucratividade da obra.

Esse cenário pareceu familiar para a empresa em que você trabalha? 

Então, muita calma nessa hora. Preparamos este post para ajudar você a lidar da melhor forma com um dos principais obstáculos do lucro da obra: as compras de emergência.

Para aumentar a lucratividade da obra, é preciso buscar novas formas de garantir o controle financeiro em relação aos custos do projeto. O que também passa por evitar as compras de emergência, sinais vermelhos para empresas que estão em busca de uma margem de lucro maior.

Entenda neste artigo o que são compras de emergência, como influenciam a produtividade da construção civil e quais as principais causas de obras pouco rentáveis.

O que são compras de emergência na construção civil?

Compras de emergência, como o próprio nome indica, são aquisições de materiais de construção não programadas. Ou seja, que precisam ser adquiridos para resolver imprevistos no canteiro de obras. Algo que foge do controle do profissional de compras.

Mesmo com um monitoramento de obras eficaz, imprevistos acontecem e essa necessidade urgente pode acontecer em qualquer projeto.

Com alto custo para a construtora que a realiza, a compra emergencial traz prejuízos tanto para o seu fluxo de caixa quanto para o controle financeiro da obra. Isso porque nem sempre é conduzida de forma eficaz dentro da gestão de compras nem prevista durante o planejamento financeiro de obra.

Como as compras emergenciais impactam na produtividade no canteiro de obra?

O principal problema causado pelas compras de emergência no canteiro de obra é que interrompe o trabalho da equipe de execução. Enquanto esperam a chegada dos materiais, eles ficam parados gerando perdas em produtividade para o projeto em questão.

Com isso, os custos são elevados e a lucratividade de obra reduzida.

Então, podemos dizer que requisições de compras de emergência geram impactos, inclusive, no resultado da construtora. A negociação com fornecedores homologados sofrem efeitos negativos, perde-se tempo para cadastrar novos fornecedores e o risco de adquirir produtos de baixa qualidade é muito maior.

6 principais causas das compras urgentes e como afetam a lucratividade de obra

Entenda quais são as possíveis razões que levam construtoras a demandarem as compras emergenciais e como afetam a lucratividade de obra. 

1. Problemas de comunicação

Nem sempre o pedreiro que está no canteiro de obras sabe como proceder quando faltam insumos para continuar seu trabalho. Por isso, é comum que faça compras de emergência de cimento ou tijolo, por exemplo, e não envie a nota fiscal para o controle financeiro da construtora. 

Uma situação como essa revela, bem na verdade, não só problemas de comunicação, mas também a falta de assertividade do planejamento de obra. As contas ficam sem notas e a construtora fica perdida em meio a um fluxo de caixa bagunçado. Assim, não consegue entender ao certo a origem de suas próprias receitas e despesas.

2. Altos índices de retrabalho

Sabia que o retrabalho pode representar até 20% do valor total do contrato de um projeto de obra? É o que aponta um levantamento internacional a respeito. 

O pior problema atrelado a isso não é apenas a baixa produtividade que provoca, mas a queda na lucratividade de obra. 

Com o retrabalho, os gastos extras de dinheiro aparecem e o atraso nas entregas também dá as caras gerando sérios prejuízos à reputação da construtora. O que sinaliza uma clara deficiência na gestão de recursos humanos, materiais e tempo. 

Quem vai querer fechar negócio com uma construtora que só comete erros e extrapola orçamentos? 

3. Projetos atrasados

Projetos atrasados tendem a gastar mais em menos tempo. Isso sem falar, é claro, que pode trazer problemas jurídicos com os contratantes. Não é isso o que você deseja para a sua construtora, não é mesmo?

4. Demora para identificar problemas

Grande parte dos retrabalhos em obras e até mesmo atrasos são causados por erros e omissões durante a fase de projeto. 

Como na construção civil tempo é dinheiro, literalmente, quanto mais cedo os problemas foram identificados menores os prejuízos financeiros ocasionados por eles.

Mas tudo isso depende de um gerenciamento de riscos eficiente e capaz de identificar possíveis problemas com antecedência e melhorar as tomadas de decisões. 

5. Falta de rigor na gestão de compras

Uma gestão de compras eficaz é aquela que consegue alinhar compras e planejamento de obra, evitando erros. 

Para funcionar e ajudar a elevar a margem de lucro, a atividade precisa garantir a disponibilidade dos materiais necessários conforme cada etapa prevista no planejamento. E, com isso, evitar compras de emergência – que geram alto custo para a construtora.

6. Gerenciamento de obra descentralizado

Quando o gerenciamento de obra acontece em lacunas, áreas importantes do projeto podem acabar sendo esquecidas. E com a ausência de uma gestão integrada com o canteiro de obras impasses como atrasos e queda na lucratividade de obra só aumentam.

Portanto, é preciso pensar em soluções para promover a conexão entre todas as partes envolvidas no projeto e reduzir compras emergenciais. O que pode ser possível resolver facilmente com a ajuda das novas tecnologias voltadas à construção civil.
E você, já teve algum problema em relação a compras de emergência em sua construtora? Quais os seus principais desafios para aumentar a lucratividade de obra? Compartilhe a sua experiência aqui nos comentários.