economizar na obra

Cuidado para não ir longe demais na economia: entenda aqui onde NÃO economizar na obra!

Economizar na obra pode ser muito bom para  a construtora, mas quando a economia é nos lugares errados o projeto pode ser prejudicado.

Reduzir custos na construção civil é muito importante para construtoras que desejam ver um real crescimento de mercado. 

Se as obras estão constantemente sendo concluídas em cima do valor do orçamento e desperdícios são frequentes, aos poucos a lucratividade acaba desaparecendo.

Manter custos baixos ainda é um diferencial na hora de oferecer preços mais competitivos para o cliente e poder investir em materiais com maior qualidade e custos um pouco mais altos quando necessário. 

Tudo isso depende de uma redução de custos inteligente e que beneficie o projeto.

Claro, essa economia nunca deve ser geral e a qualquer custo. 

Muitos cortes, quando não são bem pensados e planejados, podem causar prejuízos em lugar de beneficiar a construtora, colocando em risco a obra e os usuários depois de sua conclusão.

  • Quer saber onde cortar custos e onde não economizar na obra para não ter problemas? 
  • Quer garantir qualidade sem gastar mais do que o necessário? 

Acompanhe as dicas que trazemos para vocês.

Economizar na obra: quais reduções de custo evitar desde o planejamento?

Existem áreas onde a construção civil faz mais danos que benefícios ao optar por cortes de gastos e redução de custos. 

Economia na obra, quando feita de maneira impensada e mal planejada, causa danos estruturais, perda de qualidade e prejuízos.

Entenda, não economizar em alguns pontos não significa pagar mais caro. Nenhuma construtora terá prejuízos por não reduzir alguns custos quando eles são considerados no orçamento. 

A diferença aqui é pensar se a redução impactará ou não a qualidade e segurança ao final da obra.

Para ficar mais fácil de entender trazemos 6 pontos principais a serem considerados e onde é essencial ter muito cuidado com redução de gastos:

1 – Planejamento

A primeira etapa de toda obra é o desenvolvimento detalhado do projeto e planejamento da execução da obra. 

Sim, é possível fazer alguns cortes de gastos nessa etapa. 

Na verdade, é possível otimizar a gestão do planejamento para que o investimento seja menos custoso.

O momento do planejamento da obra é delicado. 

O orçamento que será passado ao cliente, as análises de riscos, os cronogramas e prazos e a seleção de materiais e equipamentos necessários são feitos aqui.

Não investir em um bom arquiteto e engenheiro para seu desenvolvimento é jogar dinheiro fora, não economia. 

Não gastar mais tempo em pesquisas de preços e custos de fornecedores de materiais e serviços não é economia. 

Os resultados da sua obra dependem muito da qualidade e detalhamento do seu planejamento.

A economia aqui não deve ser por corte de gastos, mas por meio do investimento em otimização do processo, garantindo a qualidade do planejamento, com menos erros e de forma mais rápida. 

Um sistema de gestão de obras pode ser o diferencial para gerar economia.

Com a ferramenta adequada, os orçamentos serão feitos com menos erros, os riscos analisados com atenção e os acidentes e erros eliminados. 

Além disso, sistemas de gestão auxiliam na gestão de compras, oferecendo melhores condições para negociar preços com fornecedores.

2 – Estrutura

Fundações, pilares, vigas, lajes e outros elementos da estrutura de uma obra são o que garantem que ela se mantenha em pé e suporte o peso, chuvas, ventos fortes, mudanças climáticas e muitos outros elementos.

Não é muito inteligente buscar economias extremas na estrutura de uma obra, já que os riscos são muito altos, podendo, até mesmo, colocar em risco a vida dos usuários após a conclusão da obra.

Além disso, a possibilidade dos problemas aparecerem durante a execução e a obra ter que ser refeita é grande, e não precisamos dizer que os custos pelos materiais e atrasos, nesse caso, sai do bolso da construtora.

Quer economizar com estrutura? 

Organize seus projetos e compras para poder negociar valores com fornecedores sem ter que abrir mão de qualidade de insumos e mão de obra.

3 – Instalações hidráulicas e elétricas

  • As instalações hidráulicas e elétricas são feitas durante a obra, certo? 
  • Já imaginou a dor de cabeça de ter que corrigir erros depois da obra concluída? 

Só esse ponto já deveria ser suficiente para que economias exageradas não sejam feitas nessa etapa. 

São instalações que tem um custo baixo no geral da obra, mas que geram muita confusão, quebra-quebra e custos altos para reparar depois.

Contratar uma mão de obra especializada, tubulações de qualidade e especiais para água quente e deixar preparadas instalações para painéis solares, por exemplo, são custos que valem a pena inserir no orçamento. 

É uma vantagem para o cliente e pode ajudar a conquistar diferenciais de mercado que gerem novos contratos no futuro.

Uma construtora que pensa na usabilidade e facilidade para o cliente está sempre um passo à frente dos concorrentes.

4 – Materiais básicos para a obra

A vontade de economizar em materiais como cimento, areia, argamassa, telhas e tantos outros sempre alcança construtoras que querem cortar custos. 

Muitas vezes é possível buscar materiais com custos mais baixos, mas é preciso ter cuidado. 

Economizar no preço é bom, mas não quando se tem que abrir mão de qualidade.

Os resultados da obra finalizada dependem da qualidade desses materiais. 

Eles devem ser adequados para o tipo de instalação que está sendo feita e devem render bem para que não seja necessário gastar mais material do que o previsto. 

Abrir mão de qualidade nunca é uma opção para construtoras sérias.

5 – Revestimentos

Do mesmo jeito que economizar em materiais básicos prejudica a qualidade da obra, a economia nos revestimentos também impactam o acabamento e resultados. Revestimentos são muito mais visíveis para o cliente e usuários, de forma que menores erros se tornam grandes problemas.

Imagine a compra de tintas. Economizar comprando uma marca de qualidade e preço mais baixos pode, nas contas, parecer uma grande economia. No entanto, as chances de ter que dar mais demãos de tinta e gastar mais produto, o que significa comprar mais tinta, é um risco grande.

Além disso, áreas internas e externas tem necessidades diferentes no que diz respeito à tintas. Usar uma tinta para o ambiente interno no ambiente externo, na grande maioria dos casos, vai resultar em um acabamento de baixa qualidade e paredes que descascam mais rápido.

São pequenos detalhes que fazem toda a diferença em como o cliente vê o trabalho da construtora.

6 – Mão de obra

Sim, é possível encontrar mão de obra barata, mas será que a qualidade é a mesma? 

O custo de uma mão de obra está relacionado à qualificação e experiência do profissional. 

Por isso, economizar é bom, mas economizar muito pode significar falta de qualidade nos serviços, retrabalho, atrasos e desperdício de materiais. É uma economia que gera mais custos.

Busque profissionais com recomendação e referências. 

Um trabalho bem feito por uma mão de obra de qualidade ajuda a reduzir desperdícios, otimizar o cumprimento do cronograma e reduzir riscos de acidentes e erros. Pagar mais caro em uma mão de obra pode gerar muita economia.

Economizar na obra depende de gestão

Muitas vezes, simplesmente otimizar as etapas da obra e garantir uma boa comunicação entre equipes e com clientes e fornecedores já gera a economia necessária para aumentar a lucratividade da construtora.

Buscar os melhores preços, negociar compras, criar orçamentos e cronogramas eficientes e reduzir o máximo possível riscos de erros e acidentes podem melhorar muito os resultados dos projetos.

Quer saber como otimizar a gestão para economizar na obra? Acompanhe as dicas do Obra Prima.