Os 6 erros mais comuns na hora de criar um orçamento de obras

Os 6 erros mais comuns na hora de criar um orçamento de obras

Saiba quais são os erros que podem comprometer seu orçamento de obras na construção civil. Ainda usa planilha de orçamento de obras? Descubra qual é a melhor solução para parar de errar nesse momento tão importante. 

Desenvolver orçamentos de obras eficientes não é tarefa simples. No dia a dia, mexer com todos aqueles números, todas aquelas planilhas, de diferentes projetos… Se não tiver um errinho, é milagre!

Afinal, são muitos materiais, serviços e custos a serem considerados para garantir que o planejamento inicial seja cumprido. E no fim, que a obra seja entregue com a qualidade e pontualidade prometida ao cliente.

Mas é isso… não tem como escapar da necessidade de fazer um orçamento para os projetos e sofrer não ajuda em nada. 

Quando chega o momento de fazer o orçamento de obras, o que você faz? Chora? Entra em depressão? Sai correndo?

CALMA!

Que tal mudar um pouco essa realidade e, no lugar de chorar e sofrer, descobrir como criar um orçamento de obras sem erros e estar preparado para qualquer problema que surja? 

Conheça aqui os erros no orçamento de obras que mais aparecem na hora de criar um para nunca mais cometer e tornar seu trabalho mais simples.

Erros no orçamento de obras: conheça os 6 mais comuns

Nenhuma construtora está isenta de cometer erros. Sim, nem a sua… Muitas vezes eles acontecem mesmo com medidas preventivas sendo consideradas a cada atividade no canteiro de obras.

Ainda assim, conhecer os erros mais comuns pode ajudar sua construtora a estar preparada para evitá-los ou corrigi-los antes que gerem impactos negativos. 

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Veja aqui os principais:

1. Visitas técnicas que nunca acontecem

Se todo o orçamento é pensado com base na quantidade de materiais utilizados e sua entrega no momento certo é essencial para evitar desperdícios e atrasos (que também custam dinheiro) a realização de visitas técnicas se torna essencial.

Não realizar visitas técnicas é um dos maiores erros que construtoras podem cometer. 

Sem elas, atrasos e problemas na estrutura da obra podem não ser identificados e provocar gastos não esperados que comprometam o orçamento desenvolvido para o projeto.

Além disso, visitas técnicas regulares são essenciais para a regularização de obras e sem elas, os custos para desenvolver os documentos exigidos vão ser muito mais altos.

2. Critérios de medição incorretos

Não estabelecer os critérios de medição das obras pode gerar um cálculo incorreto de quantidade de materiais e tempo de execução de serviços.

Isso significa que compras de emergência (e com custo mais elevado) terão que ser realizadas e que a construtora terá que pagar mais pelos serviços, já que o trabalhador levará mais tempo em sua execução.

Não cometa o erro de não conhecer os critérios para sua obra e nunca esqueça que projetos diferentes têm necessidades diferentes e, consequentemente, medições distintas.

Para ajudar com um guia, destacamos como principais critérios:

  • Unidade de medida aplicada;
  • Descontos de vãos;
  • Bases de quantificação de serviços;
  • Área em projeção;
  • Comprimento de vigas;
  • Área real de lajes;
  • Inclusão ou exclusão de inclinações.

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3. Não possui referências de composição de custos

Muitas construtoras optam por realizar sua própria composição de custo para as obras. 

Ainda que essa avaliação de necessidades específicas de seus projetos seja essencial, não analisar composições de custo de base é um grande erro.

Suas pesquisas, não importam quão boa seja, não vai ser capaz de oferecer uma visão realista do mercado de construção civil na região em que a obra será executada. 

É uma pesquisa muito ampla e detalhada para ser realizada pela construtora.

Uma das opções mais inteligentes para garantir que seu orçamento seja assertivo com base nos custos praticados no mercado é se apoiar na Tabela Sinapi. 

Essa tabela é atualizada mensalmente pelo governo e garante uma visão ampla e completa dos custos praticados no mercado.

Servindo como base para você avaliar os custos-benefícios dos fornecedores contactados e tomar as melhores decisões para seu projeto e orçamento.

4. Ignorar a Curva ABC

A curva ABC é essencial para tomar decisões estratégicas sobre como utilizar os recursos que o orçamento definiu no momento de realizar as compras para as obras. 

Com ela, materiais e serviços são divididos em etapas e por prioridade, considerando quais possuem custo muito elevado, quais exigem gastos extras com armazenagem se forem comprados muito antecipadamente e outros detalhes.

Com os dados organizados na curva, sua construtora pode decidir melhor, avaliando não só custo, mas também prazos de pagamento e datas de entrega, onde, quando e como realizar as compras de materiais e contratação de serviços.

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5. Desconsiderar custos indiretos, lucro e impostos

Orçamentos não definem apenas o pagamento dos custos diretos, ou seja, essenciais para que cada material e serviço na obra seja pago do planejamento à entrega. 

Ele representa a fonte de renda da construtora e deve ser capaz de pagar pelo seu funcionamento.

Sempre que um orçamento é realizado, além dos custos da obra, é necessário considerar taxas de regularização, impostos, margem de lucro e gastos da construtora. 

Sim, TODOS esses elementos.

Se sua construtora considerar apenas custos diretos e lucro, a margem definida para a lucratividade vai acabar desaparecendo na hora de pagar aluguel do escritório, papelaria, contas elétricas, de internet e água, salário de trabalhadores que não atuam no canteiro etc. 

Afinal, planejando ou não, essas contas terão que ser pagas ou se tornam dívidas.

Com os impostos e taxas o problema é ainda maior, já que sem ter o dinheiro para eles sua construtora, mais do que gerar dívidas, terá problemas legais graves, sofrerá com altas multas e pode, inclusive, ver a obra ser paralisada.

6. Não prever atrasos e imprevistos

Ainda que sejam problemas de cronograma, qualquer imprevisto, acidente ou atraso que ocorra também gera custos inesperados.

Imagine que um dia de fortes chuvas atinge o canteiro de obras e será necessário esperar um dia antes de retomar os trabalhos. 

A chuva pode causar danos às estruturas e exigir compras de mais materiais, o retrabalho gera atrasos (além desse um dia de paralisação) e um trabalhador que escorregou terá que ficar de repouso por alguns dias.

Sua construtora tem que pagar o afastamento médico do trabalhador, alguns dias a mais de trabalho do que o previsto por conta do atraso e a compra de mais material para compensar o que foi perdido.

Se não existe uma margem para cobrir essas emergências no seu orçamento, esses custos vão sair da margem de lucro ou, em casos mais extremos, do bolso da construtora.

Uma boa dica aqui é, além de considerar uma margem de emergência no orçamento, sempre realizar o acompanhamento do uso do dinheiro lado a lado com a evolução do cronograma, aproveitando todas as oportunidades de economizar dinheiro e tempo que surjam.

Orçamentos otimizados: é possível!

Os erros mencionados parecem óbvios, mas ainda assim são cometidos por muitas construtoras por falta de atenção e controle. 

Ainda assim, eles não devem ser motivos para desespero, mas sim a razão de investir em ferramentas que permitam nunca mais cometê-los.

O software de gestão de obras Obra Prima é o melhor amigo da construtora que quer um orçamento sem erros e que possa ser acompanhado em detalhes com facilidade.

Sua funcionalidade para orçamentos e financeiro permite automatizar cálculos, inserir facilmente custos indiretos, controlar taxas e impostos e controlar o uso do dinheiro dia a dia em comparação com o cronograma com apenas um clique no aplicativo do seu celular.

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