Cronograma de obras

Os principais erros do cronograma de obras e como evitá-los

Problemas no cronograma de obras trazem diversas consequências para as construtoras, saber evitá-los é questão de sobrevivência.

Um mês calmo, todas as compras dentro do orçamento, nenhum desperdício. 

Os pássaros cantam, o sol brilha, uma brisa deixa a temperatura amena e o canteiro de obras está limpo e organizado. Tudo corre no tempo certo, nenhum imprevisto, nenhum contratempo.

Seria lindo se a realidade da construção civil fosse sempre assim, tudo dentro do cronograma e sem maiores surpresas, uma obra de qualidade sem sustos e sem malabarismos para contornar problemas.

Essa realidade ideal existe, é alcançável (mais ou menos), mas não é o que acontece com grande parte das construtoras. 

Entenda, imprevistos sempre podem existir e em alguns casos são impossíveis de impedir, por isso o mais ou menos.

Mesmo assim, estratégias existem para minimizar impactos de imprevistos e garantir que todo o resto seja azul como o céu para as construtoras e para o dia a dia de um canteiro de obras.

Não é milagre, é eficiência de gestão de obras e o pilar principal é o cronograma de obras.

Sim, um cronograma de obras bem estruturado pode ser a diferença entre ter problemas na gestão de obras ou manter o controle dos diversos departamentos e do dia a dia do canteiro de obras.

Sua construtora conhece os problemas que a falta de controle do cronograma pode causar na construção civil? Se a resposta é não, com certeza, é hora de começar a colocar mais foco em seus cronogramas e processos. A construtora, muito provavelmente, está tendo mais problemas do que deveria com os projetos.

A pior parte, não conhecer e corrigir esses problemas impactam o departamento de compras, estoque, comunicação e financeiro e as dificuldades tendem sempre a crescer. 

Não espere dificuldades virarem prejuízos para buscar soluções.

Descubra aqui os problemas a serem evitados e otimize o cronograma de obras do seu projeto antes que seja tarde.

Cronograma de obras: os principais erros cometidos por construtoras

Sempre comentamos sobre formas de tornar um cronograma de obras mais eficiente. Ainda que esse conhecimento seja essencial para toda construtoras, muitas das ações de otimização se tornam mecânicas e superficiais por não entenderem os problemas que devem observar e os impactos negativos que causam.

Seguir o passo a passo da construção de um cronograma de obras ajuda muito, mas não supre todas as necessidades se a construtora não conhece e entende suas dores.

Hoje, mais do que falar sobre soluções e melhorias, vamos conversar sobre as bases. Aprender a identificar problemas e riscos em um cronograma e a forma como eles interagem com os demais elementos de um projeto é ponto de saída.

Dor 1 – Não ter atenção à escassez de mão de obra

Toda construtora deseja entregar o melhor e mais eficiente projeto para seu cliente. Buscar materiais diferenciados, sustentabilidade, isolamento térmico e acústico e adequado e muitos outros diferenciais que coloquem a construtora e a obra em destaque sempre é um objetivo.

No entanto, são poucas as construtoras que consideram as necessidades específicas de cada inovação no momento de organizar o cronograma de obras.

Ainda que seja básico pensar no tempo necessário para cada atividade, a escassez de mão de obra, que deveria ser lembrada, é sempre pensada por último.

Algumas atividades dependem de mão de obra especializada, difícil de encontrar ou com custos muito elevados. Um cronograma de obras eficiente precisa considerar essa especialidade, ela pode trazer muitas dores de cabeça.

Imagine o trabalho com um material muito específico com  poucos profissionais o que executam na região. 

Isso significa que o cronograma de obras tem que ser organizado de acordo com a disponibilidade do profissional.

Se uma atividade simples atrasa ou adianta, não tem como solucionar de última hora. O profissional não estará disponível e esperar ou buscar outro atrasará ainda mais o planejamento.

Verifique ainda no planejamento se a mão de obra estará disponível e acompanhe dia a dia a evolução da obra. Dessa forma é possível prever atrasos e evitá-los ou organizar alternativas com o profissional antes que a data combinada chegue.

Dor 2 – Não estar preparado para atrasos de fornecedores

Fornecedores atrasam e não tem absolutamente nada que a construtora pode fazer (em teoria).

Se imprevistos acontecem na obra, acontecem também com seus fornecedores: um caminhão que quebra, um entregador que fica doente quando não tem outro disponível. São problemas que, apesar de não serem da construtora, impactam diretamente o cronograma de obras.

A opção de trocar de fornecedor quando a situação acontece com muita frequência é a melhor, mas não muda o fato de que o atraso aconteceu e a obra foi prejudicada.

Esse é o tipo de imprevisto que deve ser considerado em um cronograma eficiente e que ignorar pode custar caro, desde valores mais altos em compras de emergência até atraso da obra por completo.

Para contornar a situação sempre organize o cronograma de compras e entrega para não deixar o recebimento do material para o último segundo. 

Para materiais que, se não chegarem, paralisam a obra, investir em espaço de armazenagem e marcar a entrega para alguns dias antes pode ser melhor do que arriscar.

Dor 4 – Esquecer de considerar imprevistos como chuva, ventos fortes e etc.

Ninguém manda na natureza, mas seu cronograma pode estar preparado para os problemas que ela pode trazer.

Ignorar a possibilidade de chuvas fortes que impeçam os trabalho ou que não permita que uma determinada etapa seja executada causa atrasos e gastos, além de poder danificar as estruturas que já estão prontas.

O cronograma eficiente considera essa dor e prepara os prazos e trabalhadores lidarem com a situação caso os (im)previstos se tornem reais.

Se você sabe que no litoral de São Paulo chove muito e faz frio em setembro não vai programar uma viagem pra praia naquele mês, certo? Se os dias de chuva frio são poucos, não vai fazer malas só com roupas de verão, não é?

O mesmo deve ser pensado para o cronograma. 

Analisar os possíveis problemas que uma região pode trazer e considerar o que pode evitar que eles impactem negativamente o projeto é essencial.

Dor 5 – Perda de controle financeiro

Seu cronograma tropeçou em imprevistos e gastos fora de programação aconteceram. É um problema só do financeiro? A resposta é não. Seu cronograma também sofre com essa perda de controle do dinheiro.

Se não existe verba disponível no momento em que se esperava fazer um pagamento por materiais eles não serão comprados, não serão entregues e a obra terá que ser parada para aguardar uma solução.

A eficiência do cronograma de obras depende dele andar de mãos dadas com o controle do orçamento, verificar gastos e entrada e saída de caixa a todo o momento. 

É no cronograma que está o direcionamento para evitar compras emergenciais e os prazos para quando os insumos tem que estar disponíveis.

Ignorar o cronograma na hora de elaborar o orçamento ou esquecer de acompanhar o orçamento a medida que a obra evolui é uma das principais causas de prejuízos dos projetos.

Dor 6 – Não esqueça de reavaliar riscos de acidentes

Sim, a construtora fez uma análise de riscos antes de iniciar a obra e se preparou para as possibilidades identificadas. 

O que muitas construtoras esquecem, no entanto, é que a medida que a obra evolui, novas informações começam a surgir no canteiro de obras.

Muitas vezes, acompanhando o cronograma e os imprevistos que ocorreram pode fazer com que riscos de acidentes que não foram pensados sejam identificados. A obra já está acontecendo e não existe uma prevenção preparada.

Acompanhar o cronograma, organizando e atualizando as informações a medida que a obra evolui, ajuda a evitar que acidentes não pensados se tornem um problema para a empresa, cliente e trabalhadores.

Aumentar a eficiência do cronograma depende de saber que a realidade inicial pode se alterar e que será necessário lidar com esse tipo de problema inesperado. Reavaliar riscos, então, é uma medida de prevenção e otimização que o cronograma oferece.

Dor 7 – Não se atentar a desperdícios

Perder insumos por descuido faz todo o planejamento da obras ir por água a baixo (junto com a areia que foi deixada desprotegida e tomou chuva, por exemplo). Cada material em falta, como já comentamos, é um gasto a mais, um dia a mais, um problema a mais.

Não dá para pensar em eficiência de cronograma sem pensar em redução de riscos de atraso por desperdício. O tema é ainda mais importante agora, com tanta preocupação por parte dos clientes com a sustentabilidade dos projetos.

Mais uma vez, estamos falando em cuidado com coisas simples que podem causar muito atraso na obra e que podem ser verificadas seguindo de perto o cronograma elaborado.

Se os materiais que deveriam durar até a terceira etapa de execução acabaram na segunda algo está errado. Identificar e corrigir esse erro vai eliminar desperdícios nas demais etapas e servir de base para próximas obras.

Dor 8 – Não ter visibilidade sobre o cronograma de obras

O cronograma de obras possui muitas informações e cuidam de muitos detalhes que se relacionam e interferem um no outro a todo tempo. Nele deve existir:

  • Controle das tarefas diárias;
  • Pausas de descanso dos trabalhadores;
  • Materiais que devem chegar ou ser utilizados em determinado dia;
  • Acompanhamento do clima na região do canteiro de obras;
  • Registro de problemas enfrentados e soluções aplicadas.

Visualizar cada um desses elementos separados e a forma como um interfere no outro e no andamento da obra é essencial. A visibilidade do cronograma depende, também, de entender e acompanhar sua interação com os demais departamentos (compras, estoque, financeiro).

Sem essa visualização completa a chance de que problemas não sejam identificados, atrasos não sejam corrigidos e gastos desnecessários ocorram é muito mais difícil.

Um cronograma eficiente depende dessa visibilidade para que ele seja sempre adequado e acompanhado de forma a cumprir com os objetivos e metas do projeto a todo tempo.

Cronograma de obras sem erros com as ferramentas certas

Existem diversas possibilidades para a criação de um cronograma de obras. Uma das mais utilizadas é a planilha do excel, que atende bem todas as necessidades de uma construtora se for configurada de forma correta.

Ainda que essas planilhas possam ser eficientes, deixam muito espaço aberto para erros. Basta uma configuração incorreta ou uma informação que não foi colocada em sua criação para que toda a eficiência do cronograma de obras caia por terra.

Uma vez que a construtora entende a importância de um cronograma e a necessidade de eliminar seus erros para aumentar a qualidade geral da obra, não investir em alternativas mais eficientes acaba se tornando uma forma de desperdício e de correr riscos.

Investir em softwares especializados da área de construção civil é a forma mais segura de conquistar eficiência para os cronogramas. Existem sistemas e aplicativos específicos para esse departamento. Eles garantem que cada elementos que deve ser pensado pela construtora esteja visível, bastando apenas inserir as informações específicas da obra.

Se a construtora quer avançar ainda mais, a melhor alternativa é buscar por softwares de gestão de obra. Mais do que garantir o controle do cronograma e a inserção de todas as informações necessárias, como os aplicativos de criação de cronograma, esses softwares oferecem integração.

Com tudo o que vimos nas dores da construtora, não deve ser surpresa a essa altura quando dizemos que um sistema que integre departamento de compras, estoque, financeiro, orçamento e cronograma em uma única plataforma é a melhor opção.

Se o gestor tem acesso a todos esses dados em um só lugar e atualizações em um departamento já calculam e notificam os impactos nos demais departamentos o controle fica mais simples, não só para o cronograma, para todo o projeto.

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