construção civil em 2021

Previsões apontam crescimento da construção civil em 2021

Saiba o que os especialistas esperam e as previsões de crescimento da construção civil para o ano de 2021.

Quando começava a dar sinais de grande recuperação da crise e boas perspectivas, o ano de 2020 trouxe novos desafios para o crescimento da construção civil. Não foi fácil enfrentar a pandemia de coronavírus no ano que prometia ser o de maiores rendimentos para o setor.

Muitas construtoras viram seus sonhos de lucratividade e expansão serem barrados pelas medidas sanitárias, mas, ao mesmo tempo, novas oportunidades surgiram.

Mesmo com tantas dificuldades, o clima otimista que marcou o final do ano de 2019 não foi de todo equivocado. A pouca recuperação apresentada no final do período de crise e a atenção maior que construtoras tinham em recuperar-se fizeram com que os impactos sentidos com a pandemia fossem menores.

A gestão de obra já se otimizava e o melhor aproveitamento de recursos e mão de obra permitiu uma reorganização rápida para que os impactos negativos não fossem tão prejudiciais como poderiam ter sido sem essa preparação para crescimento.

É observando essa capacidade de recuperação demonstrada por construtoras e pelo setor da construção civil em geral que, ainda que 2020 tenha sido um ano marcado por resultados abaixo do esperado, se pode esperar que o ano de 2021 seja de maior recuperação.

O primeiro passo para entender o que esperar de 2021 é saber o impacto da construção civil na economia brasileira e quais foram os resultados conseguidos em 2020. Vocês estão preparados?

Construção civil e a economia brasileira

A economia de um país é influenciada por diversas variáveis: mercado interno, PIB, relações internacionais e situação da economia mundial e muitas outras. Entre tantas variáveis, a construção civil ganha certo destaque na economia brasileira.

Não é de hoje que o setor da construção se coloca como termômetro para a economia nacional. É uma área que atua com força na distribuição de renda e que gera altos valores de impostos para o país.

Por isso, não é de se espantar que quando há crescimento na construção o país tenha melhores resultados na economia interna. Quanto mais compras e vendas de imóveis, mais se aquece o setor e melhores são os números nacionais.

Isso acontece porque, quanto maior a procura por compra de imóveis, maiores as oportunidades para a venda. 

O resultado é simples: o número de contratos aumenta, mais obras são executadas e, consequentemente, a geração de empregos e circulação de ativos aumenta.

Cada obra envolve valores altos na compra de materiais, contratação de mão de obra, pagamento de taxas e impostos e novas oportunidades de desenvolvimento de tecnologias.

É um setor da economia que ajuda a população que busca por emprego e casa própria, que cria oportunidades para empresas de tecnologias, que abre espaço para investimento extrangeiro e que gera impostos para o governo.

Por isso, os resultados anuais da construção civil devem sempre ser acompanhados para entender o que o futuro guarda de oportunidades para um país. Esses resultados são ainda mais importantes para as construtoras, que podem definir com bases mais concretas as estratégias para crescer e lucrar aproveitando as oportunidades do mercado.

Como foi o ano de 2020?

2020, apesar dos pesares e de não ter sido tão bom quanto esperado, foi um ano de recuperação para a construção civil.

O panorama feito pela época Negócios mostra dados muito relevantes do ano de 2020 e permite entender melhor o que aconteceu no setor com os impactos da pandemia.

As previsões apresentadas, baseadas na coletiva de imprensa dada dia 1º de dezembro pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon-SP) em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV), mostram um cenário de queda do PIB do setor, mas com boas perspectivas de melhora.

O que se espera é que o PIB da construção civil feche em queda de 2,5%. Segundo os dados divulgados, essa queda está relacionada, principalmente, à atividade empresarial no setor, com recuo de 4%, em comparação com o consumo de famílias, que corresponde a 1%.

Ainda assim, 2020 viu resultados positivos, o nível de atividades já voltou para a situação verificada antes da pandemia. Se pensamos que as perspectivas para 2020 eram muito otimistas exatamente por altos níveis de atividade em 2019, vemos esse resultado como algo muito positivo para as construtoras.

Como é possível esse resultado? 

É bem simples, os incentivos econômicos durante a pandemia trouxeram resultado. As taxas de juros foram baixadas, maiores facilidades para o financiamento imobiliário e estímulos para comprar e investir em moradia.

Claro, a retomada não foi suficiente para eliminar os impactos que a pandemia causou com a paralisação temporária das atividades.

A pesquisadora da FGV, Ana Maria Castelo, destaca entre os resultados positivos de 2020 que foram criadas 138 mil novas vagas de emprego no setor durante o ano. Castelo afirma que a construção foi o setor que mais gerou empregos com carteira assinada no país.

Outro ponto importante de destacar sobre 2020 é que no mês de agosto houve uma alta de 2,7 pontos no índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI-Construção).

É essencial destacar, ainda, que o ano de 2020 foi muito marcado por incentivos governamentais. Com a crise econômica provocada pelo coronavírus, oferecer facilidades de financiamentos e ajudas de custo para a população fizeram uma grande diferença.

Essas medidas permitiram manter certo aquecimento econômico e impediram que os preços, por falta de demanda, se elevassem ainda mais.

Um dos grandes destaques e vantagens para a área da construção civil foi o fato de que, com a facilidade em financiamento e menores taxas de juros, muitas famílias começaram a investir na casa própria.

Com isso, além de oferecer melhores resultados para a construção civil em 2020, se tornou possível para as construtoras esperarem por mais contratos para o ano de 2021, como veremos a seguir.

Crescimento da construção civil: o que esperar para 2021?

Com os bons resultados que a construção civil apresentou, dentro das limitadas possibilidades da atual crise, o otimismo cresce muito para 2021. A expectativa dos especialistas é de que o setor comece a dar passos firmes já em janeiro.

Um dos crescimento que se espera é o do Produto Interno Bruto (PIB) do setor da construção civil. O esperado, segundo as informações passadas na coletiva pela parceria Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon-SP) e Fundação Getulio Vargas (FGV), é um crescimento de 3,8% no próximo ano.

O motivo do crescimento?

Os mesmos incentivos que começaram a ser implementados com a pandemia esse ano. Se 2020 viu uma queda ou recuperação pequena frente à pandemia, os resultados prometem se mostrar com mais intensidade em 2021.

O desempenho das obras empresariais promete garantir uma uma alta de 4,1%. Essa alta é esperada pelo grande número de novos canteiros e residenciais que foram lançados no segundo semestre de 2020.

O consumo das famílias no varejo é outro dos fatores que permitem afirmar que o PIB estará em crescimento no próximo ano. As previsões são de que materiais de obras e reformas domésticas tenham uma saída com alta de 3,5% em 2021.

Um marco de 2020 foi a falta de materiais em estoques e lojas, uma realidade que contribuiu com um menor crescimento da construção civil em meio ao cenário da pandemia. Essa é outra mudança que se espera para 2021.

Especialistas esperam que exista maior equilíbrio entre oferta e demanda no próximo ano, voltando a uma realidade de produtos para a construção civil serem reabastecidos.

Não foi raro ver situações em que tijolos, ferragens e cimento tinham suas entregas atrasadas pelos fornecedores por falta de material.

A volta dos materiais de construção para as prateleiras promete auxiliar na redução dos preços para o consumidor. Com isso, as possibilidades aumentam e aquela reforma que está sendo adiada volta a se mostrar mais atrativa para construtoras e seus clientes.

É o primeiro passo do aquecimento de mercado que se espera e que ajuda a explicar o otimismo em relação ao crescimento do setor.

O aumento da demanda na construção civil é esperado também para 2021. Mesmo durante a pandemia ele foi visto, com um crescimento de 20% a 40% na procura por materiais de construção.

De olho nas tendências

Aproveitar as oportunidades que o mercado pode oferecer depende de acompanhar as maiores tendências da construção civil para o próximo ano.

A sustentabilidade promete ser um investimento cada vez mais essencial para as construtoras. Novos materiais, processos de reciclagem e maior eficiência para os empreendimentos prometem reduzir custos, evitar desperdícios, usar melhor os recursos e conseguir mais clientes.

Impressões 3D e pré-moldados estão também entre as grandes possibilidades de investimento, junto com a realidade aumentada e o BIM.

Todas essas tendências garantem melhores resultados por oferecer benefícios para o planejamento e financeiro da construtora.

Tecnologias são essenciais em 2021

Com as promessas de maiores demandas para a construção civil e o aquecimento do mercado, investir formas de aumentar a eficiência das construtoras é essencial.

As tecnologias são um grande diferencial para toda empresa, principalmente aquelas focadas em melhorar os processos. Um bom exemplo são os softwares de gestão de obras, que garantem melhores resultados em todos os departamentos.

Essa é uma tendência pouco falada e que se mantém constante todos os anos. O crescimento das construtoras em momentos de crise ou fora delas, depende de qualidade no atendimento das necessidades dos clientes e no melhor aproveitamento dos recursos.

É com o uso de boas tecnologias, sejam elas relacionadas a processo, desenvolvimento de materiais ou para melhoria na execução, que o crescimento da construção civil pode ser garantido.

Gestão de obras e as oportunidades para 2021

Todos os anos comentamos sobre a importância de investir na gestão de obras como forma de alcançar maior crescimento e lucratividade no mercado. Se teve uma coisa que o ano de 2020 nos ensinou foi que a gestão é o diferencial principalmente nos momentos de crise.

Se a sua construtora acredita que o gerenciamento de processos que possui oferece toda a estabilidade que necessita no dia a dia, observe melhor os resultados que teve nos últimos meses.

  • Será que não teria sido possível reduzir desperdícios? 
  • Não existiam formas melhores de execução de obras para não ter atrasado algumas entregas? 
  • Otimizar os orçamentos não teria garantido melhores ganhos?

Se qualquer uma dessas perguntas faz com que surjam dúvidas sobre os resultados de sua construtora, é hora de investir em sistemas de gestão de obras melhores.

O Obra Prima possui a solução perfeita para que a construtora corrija pequenas e grandes falhas e possa aproveitar melhor as oportunidades do ano de 2021. Gestão mais eficiente de estoque, financeiro, orçamentos e cronogramas não é algo que possa continuar sendo deixado para depois.
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